Inovação em catarata

Nova lente intraocular Odyssey: atualização tecnológica em cirurgia de catarata

Lente nova no pedaço, e a curiosidade vem junto. Entenda o que é a Odyssey, o que a novidade muda na conversa sobre lentes premium e por que a indicação continua sendo individual.

Capa — Imagem: Johnson & Johnson MedTech (TECNIS Odyssey) (© Johnson & Johnson — reprodução com crédito, uso editorial)

Resposta direta

A Odyssey é uma lente intraocular recente para cirurgia de catarata, descrita pelo fabricante como corretora de presbiopia e lançada nos Estados Unidos em 2024. Ela é mais uma opção entre as lentes premium, não uma indicação automática: a escolha depende de exames, da saúde ocular, da rotina visual e de expectativas realistas.

A cirurgia de catarata evoluiu muito nas últimas décadas. A troca do cristalino opaco por uma lente intraocular deixou de ser apenas uma etapa de recuperação da transparência do olho e passou a fazer parte de um planejamento visual mais amplo.

Nesse contexto, a lente intraocular Odyssey aparece como uma das novidades recentes em lentes premium. Mais do que apresentar uma tecnologia “nova” por si só, o ponto importante é entender como essas atualizações entram na conversa entre médico e paciente.

Resposta curta: a Odyssey é uma lente intraocular recente para cirurgia de catarata, com desenho óptico voltado à distribuição da luz dentro do olho. A indicação depende de exames, saúde ocular, rotina visual e expectativas realistas de cada paciente.

Por que o lançamento de uma nova lente intraocular importa?

As lentes intraoculares são implantadas dentro do olho durante a cirurgia de catarata para substituir o cristalino. Diferentes modelos podem ter propostas ópticas distintas: algumas priorizam previsibilidade em uma distância, outras buscam ampliar o alcance visual, reduzir astigmatismo ou melhorar a adaptação a tarefas do dia a dia.

Quando surge uma nova lente, o interesse não está apenas no nome comercial. O que precisa ser analisado é o conjunto: desenho óptico, comportamento da luz, qualidade de imagem, perfil de adaptação, possíveis fenômenos visuais e compatibilidade com cada olho.

Odyssey em destaque

Materiais do fabricante Johnson & Johnson MedTech descrevem a TECNIS Odyssey como uma lente intraocular corretora de presbiopia, lançada nos Estados Unidos em 2024, com foco em amplo alcance visual e qualidade de imagem. Esses dados ajudam a contextualizar a inovação, mas não substituem a avaliação clínica individual.

O que muda na conversa sobre lentes premium?

O avanço das lentes premium amplia as possibilidades, mas também exige mais critério. A decisão não deve ser baseada apenas na tecnologia mais recente ou no desejo de reduzir óculos. Ela precisa considerar a retina, a córnea, o grau de astigmatismo, o estilo de vida e a sensibilidade do paciente a fenômenos como halos e reflexos.

Gráfico de barras horizontais com a frequência de halos, glare e starburst relatados por pacientes em cinco graus, de nenhum a intenso.
Gráfico de um estudo no Japão com 25 pessoas (50 olhos), um mês depois da cirurgia com a lente Odyssey: quanto incômodo com halos, brilho (glare) e raios de luz (starburst) elas relataram. A legenda do gráfico está em inglês: Not at all = nenhum; Slight = discreto; Mild = leve; Moderate = moderado; Severe = intenso. Para glare e starburst, 84% e 76% relataram nenhum incômodo ou incômodo discreto, mas 48% descreveram os halos como moderados ou intensos. É um grupo pequeno e o resultado de cada pessoa pode ser diferente.Imagem: Bissen-Miyajima H, et al. / Ophthalmology and Therapy (2025) (CC BY-NC 4.0)

Por isso, a chegada de uma lente como a Odyssey é uma atualização relevante para o portfólio de opções, não uma indicação automática. Em alguns perfis, tecnologias de maior alcance visual podem fazer sentido; em outros, uma estratégia mais simples e previsível pode ser melhor.

Como a luz é distribuída dentro do olho

A proposta das lentes intraoculares modernas envolve controlar como os raios de luz atravessam a lente e chegam à retina. Em termos práticos, isso pode influenciar nitidez, contraste, alcance de foco e adaptação em diferentes distâncias.

Gráfico de linha com a acuidade visual no eixo vertical e o desfoque, de +1,0 a −3,0 dioptrias, no eixo horizontal, com barras de variação em cada ponto.
Curva de desfoque do mesmo estudo: mostra quão nítida é a visão (Visual acuity, eixo vertical; quanto mais alto o ponto, melhor) quando o foco sai de longe (0) para distâncias cada vez mais próximas (valores negativos de Defocus, em dioptrias). A linha '20/20 in Snellen' marca a visão 20/20. É a média de 25 pessoas, e não prevê o resultado de ninguém.Imagem: Bissen-Miyajima H, et al. / Ophthalmology and Therapy (2025) (CC BY-NC 4.0)

No carrossel da OlharPar sobre a Odyssey, usamos uma representação visual para mostrar esse princípio: a luz entra pela córnea, passa pela lente intraocular e é direcionada para a retina. É uma ilustração didática, não uma promessa de resultado individual.

Inovação não elimina avaliação individualizada

Uma lente intraocular pode ser tecnologicamente avançada e, ainda assim, não ser a melhor escolha para todos. Pacientes com alterações de retina, doenças da córnea, glaucoma avançado, astigmatismo irregular ou alta exigência de visão noturna precisam de análise cuidadosa.

Também é importante conversar sobre expectativas. Nenhuma lente deve ser apresentada como garantia de visão perfeita ou independência total dos óculos. Em alguns casos, lentes premium podem reduzir a dependência de correção óptica, mas isso varia conforme os olhos e a adaptação de cada pessoa.

Quais exames entram no planejamento?

Antes de escolher uma lente intraocular, o oftalmologista costuma avaliar medidas como biometria, topografia ou tomografia de córnea, grau de astigmatismo, qualidade da superfície ocular, pupila, mácula e retina.

Sala de exame do consultório da OlharPar, com lâmpada de fenda, equipamentos de avaliação e mesa de consulta ao fundo.
Sala de exame da OlharPar. A avaliação começa aqui, antes de qualquer conversa sobre qual lente faz sentido para o seu olho.Imagem: OlharPar (acervo próprio)

Esses exames ajudam a responder uma pergunta central: a tecnologia disponível combina com aquele olho e com aquela rotina visual?

  • Biometria: calcula o grau da lente intraocular.
  • Avaliação da córnea: identifica astigmatismo e irregularidades.
  • Avaliação da retina: ajuda a entender se há condições que podem limitar o resultado visual.
  • Conversa sobre rotina: leitura, direção noturna, telas, trabalho e expectativas.

Odyssey, catarata e atualização tecnológica no Rio de Janeiro

Na OlharPar, no Rio de Janeiro, acompanhamos as atualizações em lentes intraoculares para que a conversa sobre cirurgia de catarata seja cada vez mais precisa. A inovação é bem-vinda quando ajuda a ampliar opções, mas a decisão final deve continuar sendo médica, individualizada e baseada em exames.

Para quem está pesquisando sobre cirurgia de catarata, lentes premium ou novidades como a Odyssey, o próximo passo não é escolher uma lente pelo nome. É entender se aquela tecnologia conversa com o seu caso.

Perguntas frequentes

O que é a lente intraocular Odyssey?

A Odyssey é uma lente intraocular recente para cirurgia de catarata, com desenho óptico voltado à distribuição da luz dentro do olho. A indicação depende de avaliação oftalmológica individualizada.

A lente Odyssey serve para todos os pacientes?

Não. Como outras lentes intraoculares premium, ela precisa ser avaliada conforme exames, saúde ocular, rotina visual e expectativas de cada paciente.

A lente Odyssey garante independência dos óculos?

Não é adequado prometer independência total dos óculos. Em alguns casos, lentes premium podem reduzir a dependência de óculos, mas o resultado varia e deve ser discutido em consulta.

Quando conversar sobre lentes premium na cirurgia de catarata?

A conversa deve acontecer no planejamento pré-operatório, depois de exames como biometria, avaliação da córnea, retina e análise da rotina visual.

Nota médica: este conteúdo é educativo e não substitui consulta, diagnóstico ou orientação individual.

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